Quando eu me casei, em 1984, fui morar num apartamento alugado na esquina das ruas Pilar e Santa Cruz. Grajaú. Assentada a poeira pós-mudança, uma das primeiras providências que tomei foi buscar um local onde pudesse fazer as minhas caminhadas. Eu havia me instalado num alto de morro e se quisesse caminhar a seis por hora, como de costume, teria que encontrar um sítio menos acidentado.

Após algumas buscas infrutíferas na vizinhança, resolvi aumentar o meu raio de ação. Fui descendo a rua Xapuri, descendo, descendo. E assim, uma esquina após a outra, acabei esbarrando na avenida Silva Lobo. Eu havia encontrado o meu lugar. E ali passei a fazer as minhas caminhadas.

Nos dias-feira eu caminhava bem cedo pela manhã. A conta de chegar em casa, tomar uma ducha e correr para o trabalho. Os fins de semana eram mais tranquilos e as caminhadas tinham um sabor especial. Havia na avenida um comerciante que criava frangos. E abatia na hora. A gente escolhia a vítima e zás, levava pra casa o almoço.

Alguns prédios de pequeno porte, outro tanto de casas e lotes vagos, poucos carros. Era assim a Silva Lobo das minhas andanças naquela época. Só havia um problema para quem morava no alto do Grajaú como eu: a subida da rua Xapuri na volta pra casa. Penava.

Até que um dia resolvi experimentar um caminho alternativo e me dei bem. Passando pela rua Contendas, na parte baixa do bairro, vi um prédio em construção e falei comigo mesmo quem sabe. Procurei o construtor e soube: havia uma última unidade à venda. Seis meses depois eu recebia as chaves de um lindo apartamento. Um dois quartos pra chamar de meu.

Fiquei livre do aluguel e da subida da rua Xapuri. E continuei a caminhar na avenida. Até 1991, quando eu e minha esposa, sentindo necessidade de mais espaço e segurança para os dois primeiros filhos e para um terceiro que pretendíamos encomendar, compramos um três quartos espaçoso na Floresta. Com área de lazer e porteiro físico 24 horas.

Hoje, 41 anos depois, voltei à Silva Lobo. Fiquei impressionado. É verdade: sinalizaram a pista de caminhadas, criaram áreas de lazer, plantaram árvores, bicicletário. Em contrapartida, espigões, centros comerciais e grandes lojas tomaram conta do lugar. Até faculdade instalaram por lá. Resultado? Aumentou o trânsito de veículos, o barulho, a poluição.

Ainda bem que certas tradições se mantêm. Não o abate e comércio de frangos, é claro. Mas carroças ainda circulam por lá. Eu vi.

Respostas de 166

  1. Blz J Walker!!
    Ainda em forma, o percorrer as ruas de BH.
    👏👏👏
    Forte abraço, amigo!!

  2. Meu avô morou na Contendas, nos anos 60 e lembro bem da área. Era só mato e um córrego. Hoje realmente não dá para reconhecer. Boas lembranças !!

    1. Maravilha, Gilberto. Que bom que ao ler o texto você viajou no tempo. Hoje, tudo mudou, mas o importante é preservar a memória, não é mesmo?

  3. Muito bom o seu relato , fatos cotidianos tornados interessantes pelo texto fluente e bem detalhado . Parabéns 🎉

  4. É mto bom recordar. Vc descreve os lugares com mta clareza, cheio de detalhes. Pra quem conhece as ruas, deve caminhar junto com vc. Parabéns.

  5. Parabéns, José Walker!
    A cada texto, boas memórias de nossa cidade e passeios que atentam para detalhes encantadores.Abraços

    1. Muito obrigado pelo carinho e atenção, Teresinha.
      Um grande abraço e até a próxima caminhada!

  6. Bom dia! Prezado Xará, relato bom de ler e viajar no tempo. Moro no bairro Jardim América, vizinho da Av. Silva Lobo e do bairro Grajaú, já se passando 8 anos.
    Realmente na metrópole de Belo Horizonte as mudanças físicas são inevitáveis acompanhando o progresso devido ao contingente populacional crescente.
    Gosto muito de residir na região por vários fatores e o destaque é por ser localização central para toda a grande BH e a região com ótima estrutura comercial, hospitalar, educacional e segurança.
    Quem mora e morou sabe e tem ótimas histórias semelhantes a sua para contar.
    Belo Horizonte ainda guarda ser capital com jeito de cidade do interior. Não existe lugar melhor, onde a gente escolhe para morar.

    1. Obrigado, José Martins.
      Que bom que você gostou do texto e compartilhou conosco um pouco da sua história na região.
      Grande abraço!

  7. Seus textos tem a magia de nos transportar para o lugar! Muito bom!!

  8. Hoje, continuo em Curitiba mas apesar de ter o Paraná, como meu segundo estado, Minas é do coração, e Belo Horizonte então, nem se fala. Quando vou a BH, sempre deixo o carro em algum ponto e ando a pé por onde passei meus primeiros 25 anos, quando me mudei aqui para Curitiba.
    Muito bom ler seus causos.
    Parabéns e um grande abraço.

    1. É isso mesmo, Márcio. A gente sai de BH, mas BH não sai do nosso coração.
      Um grande abraço e obrigado pelas palavras de incentivo.

  9. Lembranças aquecem o coração e nos faz sentir vivos.
    Suas caminhadas me fazem lembrar de papai e mamãe, quando mudaram de Muriaé para Belo Horizonte. Alguns lugares eram caminho deles. Passos inseguros ou indecisos : para onde ir?
    Mas, conseguiram achar caminhos que facilitaram chegar ao destino desejado. Como você.
    É sempre bom ler seus artigos, cheios de sensibilidade e simplicidade. Dá vontade de caminhar por aí, aleatoriamente, sentido o vento fresco e enxergar as mudanças, boas ou ruins que aconteceram.
    Um grande abraço
    Fatima

    1. Muito obrigado pelo carinho e atenção, Fátima.
      Que bom que o texto lhe trouxe boas recordações. Sinto-me gratificado.
      Um grande abraço e até a próxima!

  10. Oi José Walker, adoro suas caminhadas. Muito coisa já mudou né, mas ficam as lembranças! Como diz o colega: haja pernas!!! Deus abençoe vc e família, um Natal abençoado e um 2026 maravilhoso! Abraços.

    1. Muito obrigado, Lilian.
      Um Feliz Natal e um Ano Novo abençoados pra vc e sua família também.
      Abraços!

  11. Zé essas narrativas de suas caminhadas são espetaculares parece que caminhamos junto com você. parabéns abraços

  12. Caro amigo, mais uma agradável caminhada registrada em câmera lenta através do seu olhar passado x presente magnífico!
    Nota mil!

  13. Caro Walker,
    Muito bacana o texto ! Em alguns momentos me remeteu às minhas andanças naquela região, pois frequentei aquela faculdade e como consequência natural, com o coração de estudante à flor da pele, frequentei também quase todos os barzinhos da avenida. Tinha um em especial, mais proximo a Amazonas, que tinha um relogio de ponto, onde o fregues ia registrando sua frequencia e e ao final do mes, conforme seu desempenho, tinha direito a um brinde! Aos sábados tinha uma feirinha muito interessante, com artesanatos barraquinhas de pastel, bugigangas diversas e produtos regionais. Não sei se ainda existe.

    1. Muito obrigado, Marques.
      Que bom que o texto o remeteu aos tempos de estudante e, naturalmente, aos barzinhos da época. Incrível esse com relógio de ponto. Imagina se a moda pega…
      Quanto à feirinha, já mencionada em outro comentário, não sei se ainda existe. Tomara que sim, pois é mais um atrativo para os moradores da região.

  14. Meu caro amigo José Walker,

    Que texto gostoso de ler… E, junto com os comentários dos seus seguidores, é um testemunho vivo da história da região, dos bairros Grajaú, Alto Barroca e da Av. Silva Lobo. Parabéns pelo relato brilhante, como sempre. Um grande abraço!!

    1. Caro amigo Bretas, muito obrigado pelo carinho e atenção de sempre.
      É verdade, os comentários enriquecem o texto. Como eu já disse aqui algumas vezes, são a cereja do bolo.
      Um grande abraço!

  15. José Walker, impressionante a sua capacidade de transformar o cotidiano em um texto gostoso de apreciar. Parabéns. Meu escritório é bem próximo da desta avenida e tenho a oportunidade de ver o caminhantes por lá, dividindo espaço com os veículos. Fim de semana melhora pois fecham meia pista.

    1. Muito obrigado, Aguiar. Fico feliz em saber que você curtiu a narrativa.
      Eu não sabia que uma das pistas da avenida é fechada nos fins de semana. Taí uma boa dica para quem mora na região e está precisando fazer um exerciciozinho a mais!
      Grande abraço!

  16. Ei Zé! Muito verdadeiro e bacana seu relato. Cada moradia traz uma experiência diferente que fica marcada para sempre… cultura, costumes, valores, etc. Eu sei disso porque morei em vários lugares diferentes, incluindo cidades brasileiras e exterior. Lembro-me bem da Avenida Silva Lobo porque também morei na Rua Contendas na Barroca, porém a um quarteirão da avenida. Fazíamos caminhadas, íamos a restaurantes e frequentávamos muito a feirinha de artesanato acho que aos sábados (não sei se ainda existe). Adorei saber como está agora através de você. Obrigada por me trazer essa lembrança.

    1. Ei, Luciana. Muito obrigado pelo comentário cheio de detalhes e informações interessantes.
      É verdade, cada um dos lugares por onde passamos deixam marcas profundas em nós. E guardam também um pouquinho da nossa passagem.
      Que coincidência, né? Moramos na mesma rua e curtimos as mesmas experiências. Só não me lembro dessa feirinha de artesanato aos sábados. Tomara que ainda aconteça.

  17. Que delícia sua forma de relatar suas andanças, José Walker querido! E o mais gostoso é viajar na nossa Belo Horizonte por ruas e bairros tão significativos em nossas vidas! Parabéns! Adorei! Bjos carinhosos

    1. Querida Flávia, muito obrigado pelo carinho e atenção.
      Que bom que você viaja comigo nessas andanças. Sinto-me plenamente gratificado.

  18. É isso mesmo meu amigo! Também moro próximo a avenida há muitos anos. Faço minhas caminhadas regularmente e percebo a evolução urbana do local. Aprecio o crescimento e o movimento intenso dos bares com muitos frequentadores e músicas não muito do meu estilo mas que demonstram um clima de descontração e alegria contagiante.
    Parabéns pela sua publicação e um grande abraço!!

    1. Obrigado, Wagner.
      Bom saber que você continua caminhando regularmente. Faz muito bem.
      A Silva Lobo mudou bastante em relação à época em que aí morei, mas ainda é um bom lugar para se caminhar.
      Um grande abraço e até a próxima!

  19. Ei Zé Walker,
    Adorei saber, além de suas atuais caminhadas por Bh, que também, ao longo de sua vida, andou por inúmeros bairros, saindo, primeiramente, do seu tempo de infância para a rua Serranos, na Serra, época em que tive o privilégio de lhe conhecer, jogarmos futebol e praticar natacao juntos, o que me traz gratas recordações. E, depois, foi morar no Grajau e depois na Floresta. Talvez este fato o tenha inspirado para continuar conhecendo melhor nossa Bh, realizando suas habituais caminhadas. Somos nós que estamos sendo brindados com os leves, divertidos , primorosos e alegres textos.
    Parabéns.

    1. Muito obrigado pelas palavras lisonjeiras, Murilo. Prezo muito as amizades da infância e da juventude e a sua é uma delas.
      Talvez essa minha vocação para andarilho venha mesmo do fato de que já morei em vários bairros de BH e em cada um deles sempre tive a curiosidade de sair pelas ruas em busca de novidades.
      Centro até os 10 anos de idade, Serra dos 10 aos 30, Grajaú dos 30 aos 37, Floresta dos 37 aos 71 e novamente Serra, desde março deste ano. Esta foi a minha trajetória.
      Grande abraço!

  20. Eu sou um caminhante inveterado. Caminho desde minha juventude pela ruas de Belô, mais na Região de Santa Tereza, floresta, Ipiranga e a Av Afonso Pena, da Praça Sete até o parque da Serra do Curral e observo as mudanças sutil do dia-a-dia.
    Abraços,

    1. Obrigado pelo comentário, amigo.
      Temos em comum o mesmo gosto pelas caminhadas e o mesmo senso de observação. Que seja sempre assim. Caminhar é viver!
      Abraços!

  21. Caro Zé…
    Você me fez reviver grande parte da minha vida em que morei no Grajau e frequentei durante anos a Av. Silva Lobo fazendo corridas e depois caminhadas com o passar dos anos…
    Vi neste período a transformação e as mudanças e hoje ainda observo já que uma das minhas filhas mora no bairro…
    Obrigado por me fazer relembrar tão agradáveis momentos da minha vida!!!
    Abração!!!

    1. É isso aí, Zé. As mudanças são inevitáveis. Só não podemos deixar que as nossas lembranças se percam.
      Obrigado pelo comentário.
      Abração!

  22. Caro, José Walker!
    Mais uma vez nos brindando com suas observações através de um belo texto. Realmente aquela região teve grandes mudanças no comércio e nas construções!
    Durante muito tempo fizemos o nosso samba na calçada de um bar daquela avenida!
    Grande abraço e obrigado por mais essa caminhada!

    1. Muito obrigado, Antônio Marcos.
      É um prazer receber os seus comentários, que sempre trazem informações interessantes. Desta vez é a menção ao grupo de samba de que você participa e que tenho o privilégio de acompanhar.
      Grande abraço!

  23. Oi Zé, tudo bem?
    A cada texto seu me vem a vontade de ir lá, seguir o seu exemplo, caminhar também e talvez ver o lugar sob o mesmo prisma que vc!
    Grande abraço!

    1. Tudo ótimo, Silvana.
      Que felicidade saber que os textos que venho publicando aqui lhe trazem essa vontade de ir até os lugares por onde caminho. Sinto-me plenamente realizado.
      Grande abraço!

    1. Bom dia. Estou conhecendo a historia da nossa cidade através dos seus olhos e das suas palavras. Muito mais bonita! Parabens!!!

      1. Bom te ver por aqui, Sílvia. Muito obrigado pelo carinho e atenção.
        Um grande abraço e até a próxima!

  24. Olá, José Walker, querido. Li seu texto sobre a rua onde você morou quando se casou e sobre a Silva Lobo, por onde caminhava… que bonito ver como você transforma memórias em poesia. É tocante perceber que, mesmo com o tempo trazendo tantas mudanças, suas lembranças continuam vivas e cheias de significado. Obrigada por compartilhar esse pedaço tão íntimo da sua história. Seus escritos sempre iluminam o coração.

    1. Muito obrigado pelo carinho e atenção, Rosane.
      É um prazer compartilhar aqui as lembranças que me ocorrem ao descrever as minhas atuais caminhadas pelos lugares por onde passei. É a forma que encontrei para preservar os bons momentos vividos.
      Grande abraço!

  25. Valeu José Walker. Mais um texto leve e agradável, como é sua marca, descrevendo um trecho da BH antiga e atual, do ponto de vista do caminhante.
    Outro dia, procurando um caminho alternativo para ir da Lagoa da Pampulha até o Sion, sem passar pelo Centro, acabei dando na Silva Lobo, realmente muito movimentada. Vale observar que eu estava de carro…
    Abraço.

    1. Obrigado, Maurício.
      De fato, virando à esquerda no final da avenida e subindo um pequeno trecho da rua Oscar Trompowsky há um acesso à avenida Raja Gabáglia. Dali ao bairro Sion, via BR 040, é um pulo. De carro, é claro.
      Abraço!

  26. Caro José Walker!!
    Boa tarde.
    Como sempre relatando sobre suas andanças pela cidade.
    Curioso porque nos idos de 1990 mudei da Sagrada Familia para o bairro Padre Eustáquio e fazia minhas corridas e caminhada na avenida Silva Lobo por volta de 5 da matina!!! Seu relato confirma como era a Av. Silva Lobo naquela época e como foi remodelada hj com vários prédios e expansão comercial no percurso da Avenida!!
    Parabéns pelo relato e continue nos relembrando com observações plausível sobre nossa cidade.
    Abraço

    1. Caro Vladmir,
      Admiro os que se levantam às 4:30 da manhã para caminhar, como você fazia nos anos 1990 e talvez ainda faça até hoje. Isso é que é força de vontade!
      Um abraço e até a próxima!

  27. Caro José Walker, recebi com muito prazer o relato de sua última caminhada. Novamente um texto leve, gostoso de ler – uma marca registrada sua. Parabéns! Não conheci a “antiga” Silva Lobo. Mas a atual é exatamente como descreveu. Até a próxima!

    1. Caro amigo Paulo Cruvinel, obrigado pelo carinho e atenção.
      Um grande abraço e até a próxima!

  28. Grande José Walker!! Mais um texto agradável de ler e que nos remete aos velhos tempos!! Um grande e fraternal abraço!!

    1. Muito obrigado, amigo Roberto Marcio.
      Bom te ver por aqui, melhor ainda saber que você curtiu a minha caminhada de volta aos velhos tempos.
      Um grande e fraternal abraço pra você também!

  29. Caro José,
    Obrigado pelo agradável texto que nos trás tantas lembranças. Inclusive me deu vontade de ler outras crônicas de sua lavra, e reler Pedro Nava, o livro Beira Mar, onde faz excelentes descrições do centro de BH, quando aqui estudava.
    Um grande abraço.

    1. Caro Joanes, muito obrigado pelas palavras de incentivo.
      Também sou leitor incondicional do Nava, que considero o Proust brasileiro. Já li e reli os seis livros de memória que ele escreveu, onde não faltam detalhes sobre a Belo Horizonte do período que vai de meados dos anos 1910 ao final dos anos 1920, época em que ele aqui viveu e aprontou das suas juntamente com Drummond e companhia. Releia, vale a pena.
      Quanto a outras crônicas de minha lavra, aí vai o link:
      https://caminhada.org/
      Grande abraço!

  30. Como sempre excelente narrativa e detalhes que nos levam ao passado de forma prazeirosa. Por coincidência, sempre que queria fazer um frango ao molho pardo recorria a este “abatedouro artesanal “.
    Grande abraço.

    1. Que coincidência, Fernando. Então você também morou na região da Silva Lobo naquela época e foi fregues do “abatedouro artesanal”. Até hoje fico com água na boca quando me lembro do frango ao molho pardo que a nossa ajudante na época preparava. Era bom demais da conta.
      Grande abraço!

  31. Walker, seus escritos poéticos nos trás a atmosfera bucólica dessa bh, hoje tão distante..Foi muito bom falar com você, ativar boas lembranças sempre é ótimo. ABS

      1. Obrigado, amigo(a).
        Que as minhas narrativas continuem viajando até Campo Mourão aí no Paraná. E merecendo a sua atenção.
        Grande abraço!

  32. Mais uma “caminhada” cheia de boas lembranças.Leitura leve e muito agradável.
    Grande abraço José Walker.

  33. Boa tarde, José! Por meio dessas suas caminhadas vou conhecendo nossa querida BH! Parabéns!
    Abraço

  34. Caro amigo Zé Walker, suas caminhadas nos levam a antiga Belo Horizonte e aos nossos tempos de meninos adolescentes. Nesta última, vc nos leva ao seu mundo de boas lembranças nas caminhadas pela antiga Silva Lobo, tranquila e ainda com ar de interior, muito diferente dos dias de hoje, mesmo ainda com a presença de carroças, nada usual atualmente. Muito gostosa a leitura. Grande abraço e Keep Walking!!

    1. Muito obrigado, amigo Luiz Fernando.
      A cidade cresce, nós deixamos de ser “meninos adolescentes”, mas as lembranças permanecem.
      Um grande abraço e até a próxima!

      1. Muito bom o seu relato e ver como as alternativas das caminhadas possibilitaram o casal encontrar o primeiro apartamento. Interessante saber como evoluiu o bairro e observar as tradições que por lá ainda continuam. Abraço

        1. Muito obrigado, Franco.
          Ao contrário do que acontece quando nos deslocamos de carro, ao caminhar prestamos mais atenção naquilo que está ao nosso redor. Se eu estivesse de carro naquele dia, provavelmente não encontraria o meu primeiro apartamento.
          Abraço!

  35. Parabéns Zé, bela narrativa das suas experiencias nas caminhadas pela nossa BH. Um forte abraço!

  36. José: Senti muita poesia nessa sua caminhada. Valeu! / Um abraço do Eduardo.

  37. Walker, sou do tempo que BH era cheia de fazendas prontos para loteamentos e vi abrir avenidas que a maioria dos belorizontinos imagina terem sempre existido. A Av. Barão Homem de Melo é um exemplo, a Raja Gabaglia, imagine, é de 1966 quando Oswaldo Pierucetti foi prefeito nomeado pelo Magalhães Pinto, governador do Estado. Amigo meu, ainda vivo, engenheiro que fez parte da comissão que levou a sugestão de que a Raja fosse duplicada. Não havia um único prédio ou outra construção. Era barato a desapropriação. Oswaldo não topou, alegando que os empreiteiros estavam querendo tomar o dinheiro da prefeitura.
    Ah, a Avenida Antonio Carlos, aquela que liga o Centro à Pampulha foi feita pelo JK quando prefeito. Ele queria que ela fosse o dobro do que é. Todo mundo achou que ele estava doido e criaram tanto caso que ele desistiu. BH tinha então uns 300 mil habitantes e uma mixaria de veículos. Hoje é um permanente congestionamento. São muitos casos que, como voce, tenho pra contar. A próxima msg minha será sobre o Belvedere. Abs.

    1. Caro Perktold,
      Obrigado pelo comentário cheio de detalhes e curiosidades.
      Em 1966, eu tinha 12 anos de idade e costumava visitar meus avós maternos que moravam em um apartamento na rua Bernardo Mascarenhas na Cidade Jardim. À noite, da varanda dos fundos do apartamento, eu via as luzes da recém-inaugurada avenida Raja Bagaglia e me lembro de meus tios dizerem que a avenida facilitaria o acesso à então BR3 (atual 040) e, por conseguinte, ao Rio de Janeiro.
      Da mesma varanda eu via, logo abaixo, o vale por onde corria o córrego Leitão, posteriormente canalizado para dar lugar à avenida Prudente de Morais.
      De fato, são muitos os casos que temos para contar…

  38. Mais uma “caminhada” prazerosa de ser lida. A Silva Lobo é o retrato do que aconteceu por toda BH. Quando me casei, um pouco antes de você, a Bandeirantes era o meu local de corridas. Quase nada de trânsito, ar puro, temperatura agradável. Hoje ainda costumo ir lá, mas a pista de cooper está espremida ao lado do trânsito caótico, o ar poluído e a temperatura se elevando no ritmo do aquecimento global.
    Continue se exercitando e nos brindando com seus ótimos textos. Parabéns, Zé!

    1. Muito obrigado, José Ribeiro.
      É verdade, são raros os locais onde se pode caminhar respirando ar puro e livre do trânsito caótico na BH de hoje. Mas ainda existem algumas ilhas de tranquilidade no meio desse mar revolto. A avenida José do Patrocínio Pontes aos pés da Serra do Curral, que você e eu conhecemos tão bem, é uma dessas ilhas. É lá que tenho feito minhas caminhadas.

  39. Adorei a caminhada, as lembranças e a leitura do texto.
    Muito obrigado pelo envio.
    Que venham novas e inspiradoras caminhadas.
    Abraço

  40. Bom dia Walker, aqui tudo bem, no normal, gostei da sua caminhada, é verdade a Silva Lobo mudou muito, até parece primeiro mundo. Um abraço, dia 29 nos encontramos, se Deus quiser. Um abraço.

  41. Excelente texto. Transmite alegria e uma paz imensa. Maravilha.
    Grande abraço.
    Mário Carlos.

    1. Caro Mário Carlos.
      Muito obrigado pela atenção e pelas palavras de incentivo.
      Grande abraço!

  42. Caro Zé Walker,
    Além do cuidado com sua saúde física e mental, suas caminhadas resultam também em belos textos que, vez em quando, nos levam de volta a lugares e períodos de nossas próprias vidas!
    Parabéns e obrigado por compartilhar!
    Forte abraço

  43. Que relato bonito e cheio de memória afetiva! É impressionante como certos lugares guardam capítulos inteiros da nossa vida e, ao mesmo tempo, mudam sem pedir licença. A Silva Lobo que você descreve — simples, tranquila, quase interiorana — parece outra quando comparada à de hoje, tão cheia de movimento, prédios e comércio. É o tempo fazendo seu trabalho: levando um pouco da calma, trazendo um pouco do progresso. Mas é reconfortante saber que, mesmo em meio às transformações, alguns traços resistem e ainda despertam aquela sensação de “eu já vivi aqui”. Seu texto mostra exatamente isso: que voltar a um lugar do passado é, no fundo, revisitar quem fomos.

    1. Nossa! Que bacana o que você escreveu aí, Cláudia.
      Suas palavras refletem com absoluta precisão o que sinto ao caminhar revisitando os lugares por onde passei.
      Muito obrigado!

  44. Interessante o texto José Walker. Não morei na região, mas você descreveu bem suas experiências da época. Eu também gosto muito de caminhar atualmente. Caminho diariamente na Avenida Bandeirantes, mais ou menos 5 km , durante uma hora. Grande abraço para você e Marilourdes.

    1. Obrigado, Beto.
      Seja na Silva Lobo ou na Bandeirantes, caminhar é tudo de bom, não é mesmo?
      Grande abraço!

  45. Caro José Walker!

    Mais uma coincidência: morei na rua Santa Cruz, quase esquina com rua Catete, no Alto Barroca, no período de1983 a 2002! Eu também andava na Av. Silva Lobo, na pista do canteiro central, e devemos ter nos encontrado em alguma caminhada matinal. Devo confessar que saía de casa de carro, bem cedo inclusive nos sábados e nos domingos; estacionava na Av. Silva Lobo e andava no piso plano do canteiro central, do inicio ao fim da avenida. Voltava de carro para casa e tomava o meu café da manhã…Tempos idos!! Boas lembranças! Obrigado pelo texto!

    Grande abraço!

    1. Caro Alberto,
      Primeiro descobrimos que fomos vizinhos no centro da cidade e agora de que o fomos também no Grajaú/Alto Barroca. E entre um evento e o outro, os cinco anos de convívio na Escola de Engenharia.
      É muita coincidência mesmo!

  46. Já estava com saudade dos seus textos. Eles nos dão a sensação de caminhar juntos, mesmo que por outros caminhos. Um abraço.

  47. Zé Walker,
    40 anos caminhando já é considerado atleta de elite? 😄
    Que texto gostoso! Não sei onde ficam as ruas, mas fiquei com saudades mesmo assim.
    Abs

    1. Luciana,
      Não sei exatamente o que seria um atleta de elite. O que sei é que as caminhadas fazem parte da minha vida há décadas e não sei o que seria de mim sem elas.
      Muito obrigado pelo carinho e pela atenção.
      Abraços!

  48. Bom dia, Zé! Que bacana esse texto! Comprou sua primeira casa própria por conta da sua caminhada rss 👏🏽👏🏽👏🏽👏🏽🙌🏽

    1. Bom dia, Hernane.
      Isso mesmo. Além de fazerem bem ao corpo e ao espírito, as caminhadas se prestam a outros objetivos. Neste caso, a uma grande conquista.
      Abraços!

  49. Bom dia, Zé Walker!
    Nossa! Vc já tem mais de 40 anos de caminhada! Nessa disciplina toda! Bacana demais!
    Que texto delicioso… não conheço esses caminhos, e estou em Brasília…. Mesmo assim, me deu uma vontade incrível de trocar de roupa, por um tênis e correr para lá! 😊
    Grande abraço, meu amigo ! E até a próxima caminhada!

    1. Bom dia, Arlete.
      Sim, faço minhas caminhadas há mais de 40 anos. Confesso que é preciso um pouco de disciplina, mas depois que a gente pega o jeito não consegue parar.
      Que bom que aí de Brasília vc vem acompanhando as minhas andanças aqui em BH.
      Forte abraço!

  50. Oi José Walker,
    Já a vários anos caminho na Silva Lobo tb
    Realmente lá está muito bom. O comércio cresceu muito.

    1. Oi, Ângela.
      Que bom que você continua com as suas caminhadas na Silva Lobo. Não para não.
      Um abraço!

  51. Bela lembrança.
    Me recordo das férias que passava na casa de uma tia justamente na rua Contendas. A av. Silva Lobo era um córrego sinuoso e fino com matos e ribanceira. A gente tentava pegar passarinho em alçapão. Lá no fim dela havia um campo de futebol de pura terra, na entrada da favela e se o jogo tivesse a nosso favor, ele não terminava. Ou acabava na correria de volta pra casa até certa distância, porque daí começava o ‘nosso’ território. Tive uma infância privilegiada. Brincava e crescia na rua, em turmas e muita diversão. Bons tempos, inesquecíveis!

    1. Obrigado pelo relato, Marcos.
      Que legal a sua história! Eu também tive uma infância privilegiada na Serra – já relatada aqui no blog – e vivi algumas situações parecidas com as que você descreve. Bons tempos, não é mesmo?
      Um grande abraço!

  52. Mais um texto gostoso de se ler e de se passear no passado. Não tenho lembranças da Silva Lobo tão vazia como descreveu. Lembro sim, de quando não existia a Barão Homem de Melo. Meu pai comprou um apartamento no Jardim América para mim e o corretor garantia que ia ter uma avenida da Silva Lobo até a Raja Gabaglia. Neste caso, aconteceu mesmo.

    1. Valeu, Miranda. Obrigado pelas palavras de incentivo.
      A avenida Silva Lobo tem dois trechos distintos. O que vai da Via Expressa até a avenida Barão Homem de Melo e o que parte desta e termina na rua Oscar Trompowsky. O trecho em que eu caminhava era este último, bem tranquilo na minha época.
      Abraço!

  53. J. Walker, mais uma bela lembrança, um bonito capítulo da sua história! Dessa vez, teve até lobo e floresta!! É esperar pelas próximas! Abraço!!

    1. Interessante, Geraldo. Eu não tinha pensado nisto. De fato, minha história já teve Lobo e Floresta. E agora, pra completar, tem Serra… Perfeito!

  54. Ei José Walker, é impressionante como a cidade se transforma ao longo do tempo, e nós também. O curioso é pensar que cada passo dado lá trás ajudou a construir o caminho que você percorre hoje. Felicidades pra você meu amigo.

    1. Ei, Silvania, que bonito o que você escreveu aí. É um conforto saber que os passos dados no passado nos ajudam a construir os caminhos de hoje.
      Um forte abraço e felicidades pra você também!

  55. A Silva Lobo hoje parece mais comprida,
    como se esticasse o tempo junto com suas retas.
    Um resto de ontem escondido no asfalto.

    As calçadas ainda guardam memórias:
    risos que você já não ouve,
    vozes que o vento levou,
    olhares que ficaram no passado
    como vitrines que mudaram de lugar.

    A avenida segue firme
    mas você não é o mesmo
    que caminhava por ali.
    com tanta pressa de chegar.
    Agora caminha devagar,
    de mãos dadas com a saudade.

  56. Oi Zé! Sempre ótima leitura e lembranças! Adorei a foto da trepadeira rosa ( Congeia) e …no meio do caminho ainda havia uma carroça…Abração

  57. Parabéns pelo texto Zé. Infelizmente todos os locais que eram tranquilos agora não são mais. Observei outro dia na Rua Jacuí. Abraço

      1. Olá meu amigo.
        Que texto bacana. Eu moro próximo a Silva lobo, mas a do seus tempos não conheci, só conheço a atual.
        Quanto aos abates , apesar de todo sofrimento da animal, não tem coisa melhor do que uma galinha fresquinha pra saborear.
        Um grande abraço 🤗

        1. Olá, Mário.
          Apesar da Silva Lobo de hoje ser bem mais movimentada do que a da minha época, vale a pena caminhar por lá.
          Experimente!

  58. José Walker, é muito bom participar das suas caminhadas, agente caminha junto.
    Memórias muito boas. Obrigado!

    1. Quem agradece sou eu, Sandra. É um prazer ter a sua companhia nas minhas caminhadas.
      Até a próxima!

  59. Que delícia de texto, Walker. Leve e convidativo. Morei no Grajaú em 1959 até 1966. Conheci essa região quando ainda era de chácara, ainda não existia a Avenida Silva Lobo. Voltei a morar no bairro em 1975 1981.
    1975 até 1981. Sinto saudades dos tempos mais tranquilos. Abs.

    1. Muito obrigado, Beth.
      Que bom que você se lembrou do Grajaú do tempo das chácaras. Não conheci o bairro nesta época, mas imagino como deve ter sido agradável a sua experiência.
      Abraços!

  60. Que interessante essa comparação entre o passado e o presente, sempre presentes nos seus brilhantes textos. Mostra a realidade do presente nos fazendo ter saudades do passado. Parabéns.

    1. Obrigado, amigo Lauro.
      Se pensarmos bem, o passado já foi presente e nada melhor do que tornarmos presente o nosso passado, não é mesmo?

  61. Caro José Walker!
    Quando recebi a sua mensagem da nova crônica, estava no comércio na AV. Silva Lobo!
    Para vc nao existiam e nao existem limites para fazer as suas caminhadas!Vence todos os obstaculos!Sobe morro, desce morro, e no final da tudo certo, pois acaba achando um caminho melhor!Vc era o WAZE daquela época!
    Obrigado mais uma vez por proporcionar informações de BH!
    Grande abraço!

    1. Caro Luiz Henrique,
      Que coincidência, hein? Lendo a crônica e vivenciando ao vivo os acontecimentos.
      Isso mesmo, subir e descer morros fazem parte da vida. O importante é vencer os obstáculos.
      Não sei se eu era o waze daquela época, mas o que sei é que no final tudo acabava dando certo como você disse aí.
      Forte abraço!

  62. Grande Walker.
    Que grande exemplo é sua determinação e prazer no trato da caminhada.
    Espero que você continue sempre com essa naturalidade.
    Um abraço.
    Dinilton.

    1. Caro Dinilton, que prazer vê-lo por aqui.
      Muito obrigado pelas palavras de incentivo.
      Um grande abraço!

  63. Quarenta anos se passaram e as mudanças foram muitas, mas na nossa cabeça ficam marcantes aquele tempo atrás é muito bom relembrar.

  64. Meu colega e amigo José Walker,

    Fomos vizinhos durante um bom tempo…
    Desfrutamos dos frangos com quiabo e angu aqui da Silva Lobo, fizemos caminhadas na Avenida….e aqui na Rua Paula Cândido, perto da minha casa, tem uma padaria com o melhor pão quentinho do mundo!

    Me senti caminhando com voce aqui no Grajau…..

    Gostei muito desta caminhada….

    Um abraço e até a próxima

    1. Caro Edson,
      Mudei-me do Grajaú, mas não me esqueci dos amigos do bairro, dentre os quais você ocupa um lugar especial.
      Qualquer hora dessas apareço aí pra gente relembrar aqueles bons tempos.
      Abração!

      1. José Walker, parabéns pelo belo texto! Viajei de novo aqui… nas lembranças de quando entrei na Copasa e fui trabalhar no distrito Oeste no alto da rua Rio Negro no Grajaú! Sair da Savassi e chegar lá era um desafio para mim… kkkkk

        1. Obrigado, Anaide.
          Não sabia que você trabalhou naquela região quando entrou na Copasa. Deve ter sido mesmo um desafio. É morro que não acaba mais.

  65. Pois é caro Walker, Belo Horizonte anda perdendo muito daquele ” charme ” antigo.
    Felizmente temos suas crônicas cheias de lembranças que preservam com perfeição um tanto daquela história.

    1. Muito obrigado, Ronaldo.
      Bom saber que estou contribuindo para preservar um pouco da história de BH. Sinto-me plenamente gratificado.
      Forte abraço!

  66. Caro amigo Walker, agradeço por mais essa visão histórica de nossa Belo Horizonte tão querida.
    J.Erico

  67. Verdade. Hoje virou uma avenida muito movimentada, com comércio, bons restaurantes e prédios residenciais.
    Moro no alto do Gutierrez e as vezes, desço (ou faço escalada) para chegar à avenida. Mas as ruas são iguais e até com inclinações muito maiores. Mas haja pernas para que te quero……
    Abraço

    1. Sim, mas para quem gosta de caminhadas como você essas escaladas são fichinha, não é mesmo?
      Grande abraço!

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