Mudei. Estou de volta à Serra. Aqui brinquei de infância, adolesci, iniciei a vida adulta. E agora, aos 71, cá estou de volta.

O bairro se transformou. Casas cederam lugar a prédios, córregos tornaram-se invisíveis, ruas de terra ou de pedras foram cobertas de asfalto. Mas a Serra ainda é um bom lugar pra se morar. O que mais aprecio aqui é o ar. Puro, de montanha.

As caminhadas? Vão bem, obrigado! O único porém é quanto ao sobedesce das ruas, que normalmente evito caminhando fora do bairro. Vou e volto de ônibus. Ou de carro. Mas prefiro o modo ônibus. Menos estressante.

Às vezes saio de casa sem rumo certo e acaba dando certo. Exemplo? Dia desses cheguei à Praça Milton Campos e fiquei naquela: será que embarco num dos ônibus que descem a Afonso Pena e caminho no Parque, num dos que sobem a avenida e caminho no Mangabeiras ou num dos circulares Contorno que me levam pra onde eu quiser?

Eu olhava para um lado, olhava para o outro e nada. O jeito foi sentar-me. Descansar as ideias. E não é que? Ao olhar para o alto e me deparar com palmeiras ao vento sob aquele azul que só acontece no céu de Belo Horizonte, lembrei-me do bairro Mangabeiras-Caçadores e falei comigo mesmo é pra lá que eu vou.

Parei um 4108 que vinha subindo a Afonso Pena e embarquei. Foi a conta de dizer bom dia, motorista e já estávamos chegando à Praça da Bandeira. Acionei o sinal de pare, desembarquei.

Da Praça da Bandeira à entrada do bairro Mangabeiras-Caçadores são apenas 5 minutos. Fiz em 20. Os 15 restantes foram ganhos apreciando os painéis de azulejos portugueses que decoram o muro da Escola Estadual Professor Pedro Aleixo, o antigo Colégio Estadual da Serra dos meus tempos de ginásio.

Caçadores. O nome do bairro pode soar estranho, mas não para quem, nos anos 1960, estudou no Estadual da Serra. Naquela época, costumávamos ser surpreendidos em plena aula por tiros que pipocavam no terreno ao lado, onde funcionava nada menos que um clube de caçadores.

O Clube Mineiro dos Caçadores, que acabou cedendo o nome ao bairro, foi extinto, mas os campeonatos de tiro ao pombo que promovia ficaram gravados na minha memória. Eu costumava matar aulas para ver matarem pombos. Coisa de menino.

Águas passadas. Naquele dia, o que eu queria mesmo é curtir a bela manhã de sol. Passear pelo Mangabeiras-Caçadores não de carro, como já havia feito algumas vezes, mas a pé.

O bairro é pequeno, três ou quatro ruas. Grandes são as moradias. E luxuosas. Verdadeiras mansões. No centro, uma bela praça. Muito bem cuidada.

Como não houvesse trilhas por onde andar, tirei o tênis e, pés no chão, fui explorando o interior da praça. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir, semioculto na vegetação, um totem. Obra esculpida pelo artista indígena canadense Francis Horne é o que se lê na placa afixada na base. Interessante!

Gostei do passeio, mas a caminhada ainda estava pela metade. Deixei o Caçadores e fui caçar os vestígios da infância e adolescência. Está dando um trabalho danado. Assim que terminar, volto aqui e conto pra vocês o que encontrei.

Combinado?

Respostas de 100

  1. Que susto quando li “tiros que pipocavam no terreno ao lado”. Achei que existia tiroteio nos anos 1960.
    Adorei o artigo e as belas fotos! Está de parabéns!

    1. Obrigado, Kado.
      Talvez eu tenha exagerado um pouco. Acho que eram tiros de espingarda e não sei se tiros de espingarda pipocam como os de metralhadora, por exemplo. Sorry!

  2. Caro Walker!
    O bairro da Serra é uma região que também me traz ótimas lembranças da minha adolescência, sem nunca ter morado no bairro. Sempre morei no Bairro Anchieta, mas as minhas atividades e responsabilidades sempre foram na Serra. Estudei no Colégio Promove Junior, frequentava a ACM, joguei basquete no Olímpico e o meu dentista era na Rua Joanésia. Ia a todos esses sempre a pé, mas nunca descalço. É um bairro muito agradável! E vc sempre informando coisas que nunca soube! O clube dos caçadores, os azulejos do antigo Colégio Estadual e a possibilidade de caminhar nesse condomínio. Parabéns pelo ótimo texto e que vc aproveite e seja muito feliz na sua nova moradia!
    “O BOM FILHO A CASA VOLTA”

    1. Valeu Luiz. Muito obrigado pelas palavras de incentivo e por compartilhar conosco suas lembranças.
      Promove, ACM, Olímpico, rua Joanésia: pelo visto, você passou boa parte da adolescência na Serra e pode se considerar um serrano de carteirinha.
      No mais, é sempre um prazer “informar coisas” aqui no blog e divulgar o que BH tem de melhor.
      Forte abraço!

  3. Ei, Zé! QUe loucura, esse totem! Nunca imaginei que algo assim existia em BH.

    Tenho carinho pela Serra, pq não só um grande amigo já morou lá, como também passeava por lá nos meus tempos de Fumec, descobrindo o bairro. Muitas vezes me encontrei na Milton Campos contemplando que caminho seguir, exatamente como você fez.

    Quanto aos “Caçadores”, oq caçavam afinal, antes das pombas? >-D Abraço!

    1. Pois é, Lucas. Para mim também foi uma surpresa aquele totem. Grata surpresa. Privilégio de caminhante.
      Quanto ao Clube dos Caçadores, creio que o local era utilizado apenas para treinamento. Só não sei porque utilizavam os pobres dos pombos como alvo.

  4. Olá Zé Walker! Que texto maravilhoso que nos transporta a nossa querida BH! Adorei! Obrigado por compartilhar conosco! Grande abraço!

    1. Quem agradece sou eu, Cristiano.
      Fico feliz com a sua companhia aqui no blog.
      Grande abraço!

  5. Zé, retornou inspirado. Fico aguardando a próxima caminhada.
    Forte abraço

  6. Foi um passeio pela memória! Acompanhei por diversas vezes, junto com meus primos, um dos meus tios treinar tiros de cartucheira no clube. Era uma experiência bem diferente… Obrigado por me relembrar desses momentos. Grande abraço meu bom amigo andarilho de BH

    1. Muito obrigado, Rodrigo.
      Bom te ver por aqui. Melhor ainda é saber que o artigo lhe trouxe boas lembranças.
      Um grande abraço!

    1. Valeu, Lorena!
      Que bom que você gostou. Fico feliz com a sua companhia aqui no caminhada.org

  7. Parabéns pelo seu texto e disposição. Recebi suas fotos e o texto, pelo meu primo, José Eduardo Horta Bretas. Descobri que partilhamos do mesmo ideal: caminhar pela cidade , fotografar o que ela nos oferece, e partilhar as nossas lembranças e experiências; nas nossas caminhadas, em breve estaremos trombando por aí! Acho que vou ficar ainda mais feliz. Um grande abraço pra você!

    1. Muito obrigado, Marcos.
      Que bom que você também gosta de caminhar pelas ruas de BH e compartilhar com os amigos suas experiências.
      Fico muito feliz em ter a sua companhia aqui no blog e espero que em breve nos encontremos.
      Um grande abraço!

  8. Obrigado pelo texto primoroso, Zé Walker!! A caminhada, as descrições detalhadas, o céu azul e o ar puro me fazem ter muita vontade de fazer esse percurso. Com certeza farei um dia. Bom retorno à Serra. Um grande abraço!!!

    1. Muito obrigado, Bretas.
      Sim, faça o percurso. De preferência num dia de sol e céu azul. Vale a pena!
      Um grande abraço!

  9. Pois é, Zé Walker, como colegas de sala no Colégio Estadual da Serra, no final dos anos 60, vivemos muitas aventuras interessantes. Lembra das peladas com tampinha de garrafa?
    Idas e vindas no troleibus?
    Muito bom você fazer essas viagens no tempo!
    Grande abraço

    1. Claro que me lembro, Tonho. Bons tempos aqueles! E continuamos amigos até hoje, quase 60 anos depois…
      Grande abraço!

  10. Bom dia José Walker

    Voltamos a ser vizinhos. Que prazer para mim. Adoro a Serra. Vamos nos encontrar e relembrar a rua Serranos de antigamente, quando ela terminava no córrego da Serra, hoje canalizado.

    Um forte abraço

    1. Bom dia, Luiz Maurício.
      Pois é. Coincidências da vida. Ambos estivemos morando fora da Serra durante um bom tempo e agora, décadas depois, voltamos a ser vizinhos e mais, vizinhos quase de porta. Seria coincidência mesmo ou vontade de voltar às origens?
      Claro, vamos nos encontrar e relembrar os bons tempos da rua Serranos.
      Um forte abraço!

  11. José: Quando eu tinha 7 anos de idade, morei no bairro da Serra, na rua do Ouro, 670. Era uma roça! Lembro-me de ter comprado leite de vaca, para minha mãe, ordenhado na hora, a 200 metros lá de casa. Tenho muitas memórias do bairro, que formam um pacote de saudades.
    Obrigado, pela viagem. Um abraço do Eduardo de Paula.

    1. Caro Eduardo de Paula,
      Obrigado por compartilhar os bons momentos da sua infância na Serra. Repito aqui o que disse em resposta ao José Ribeiro: seu comentário não só complementa como também agrega excepcional valor ao que escrevi acima.
      Forte abraço!

  12. Meu caro José Walker! Muito obrigado por nos presentear com mais essa experiência aí por nossa querida BH!
    Grande abraço!

    1. Caro Altair,
      Quem agradece sou eu. É um prazer compartilhar com os amigos, especialmente aqueles que residem fora de BH, as minhas andanças pela cidade.
      Grande abraço!

  13. Oi, Zé!
    Mais uma caminhada contada com maestria num saboroso texto.
    Que legal a sua volta! E pertinho da minha casa. O Caçadores fica bem ao alcance da minha janela. Estou na Muzambinho, ao lado do Minas. Da próxima me avise. Vamos caminhar juntos e tomar um cafezinho aqui.
    Dos meus 72, 60 anos passei aqui. Inclusive aquele tempinho bom de infância e adolescência quando fomos vizinhos na Rua Serranos.
    Abraço.
    P. S. Duas curiosidades sobre o Caçadores: 1) Houve uma explosão num depósito de munição. Eu não lembro dela. Meu pai que contava sobre o barulho que foi ouvido a grande distância. No nosso tempo, a marca na serra era muito visível. Da última vez que procurei, ainda dava para ver. Hoje não estou em casa, mas, quando chegar lá, mando foto. 2) Há uma discussão judicial sobre a portaria que construíram lá.
    https://www.em.com.br/gerais/2024/11/amp/6983235-bh-justica-determina-demolicao-de-guarita-e-cancela-no-clube-dos-cacadores.html

    1. Caro José Ribeiro,
      Muito obrigado pelo carinho e atenção de sempre.
      Eu costumo dizer que os comentários são a cereja do blog. O que você acaba de fazer é prova disso. A riqueza de detalhes que nos traz não só complementa como também agrega excepcional valor ao que escrevi acima.
      Quanto à guarita e cancela do Mangabeiras-Caçadores, embora o que exista portaria adentro seja um bairro como outro qualquer e não um condomínio fechado, a demolição da portaria ainda não foi definida, como se lê na própria reportagem que você enviou. Uma coisa porém é certa: eles não podem impedir a entrada de visitantes.

  14. Ei Zé, gostei do relato do clube dos caçadores, tenho lembranças também na minha infância do lugar, a serra sempre foi um bairro especial!! Abraços.

    1. Ei Glória,
      Que bom que você gostou e se lembrou dos bons momentos vividos na Serra.
      Abraços!

  15. Prezado José Walker,
    Parabéns pelo retorno ao bairro Serra – um dos primeiros bairros de Belo Horizonte , que certamente tem muitos segredos recônditos. Vale a pena contar mais, junto com as suas histórias e experiências. Quem sabe, teremos a seguir belas crônicas do bairro Serra! Grande abraço!

    1. Prezado Alberto,
      De fato, a Serra tem muitas histórias pra contar. Conheço algumas delas e se não me falhar a memória, terei o maior prazer em trazê-las à luz. São aquelas que vivi no período de 1964 a 1984, quando aqui morei pela primeira vez.
      Grande abraço!

  16. Meu amigo, você continua incrível, some não! Caminhar com Você é uma aventura no tempo , no espaço e na memória!!! É muito agradável e nada cansativo, nem dói os joelhos, apesar das subidas , mas os ônibus aliviam…. Grande abraço!…..

    1. Valeu, amigo Ubiraci. Obrigado pela companhia e pelas palavras de incentivo.
      Sumo não, aqui é o nosso lugar.
      Grande abraço!

  17. Olá J.W. Que bom que você retornou. Também moro na Serra desde 1961. Tive minha infância, cresci, casei e estou aqui até hoje sem intenção de mudar. Acompanhei o crescimento e mudanças do bairro bem de perto. Me lembro muito bem do clube dos caçadores, que deu origem ao bairro de mesmo nome. Belo e imponente. Nas minhas idas à academia do Minas o bairro é meu estacionamento predileto. Te sugiro , como você bem sabe contar, uma visita pelo Bar do Salomão, reduto dos atleticanos, que está de saída após mais de 70 anos, pois o imóvel foi vendido. Parabéns.

    1. Obrigado, Fernando.
      Sai da Serra aos 30 anos, quando me casei e agora, aos 71, cá estou de volta. E estou muito feliz com esse reencontro.
      Abraços!

  18. Pois é J.W. Que bom que você voltou para o bairro e trazendo belas recordações. Também moro na Serra desde 1961 e não tenho coragem de mudar. Acompanhei de perto todo o crescimento e me lembro muito bem do clube dos caçadores. Hoje paro meu carro lá quando vou ao Minas. É um belo lugar para se morar e/ou apreciar. Boas lembranças. Abs.

    1. É isso aí, amigo(a),
      A Serra é um bairro muito especial. Quem mora aqui não quer sair e se sai quer voltar. Eu voltei.

  19. É lindo vc sempre encontrar uma novidade, um recorte belo, muitos momentos de poesia em suas caminhadas pela cidade. Esses fragmentos mostram coisas que a maioria das pessoas, como eu, por exemplo, com certeza não veriam. Abs.

    1. Que bom que você gostou, Gislaine.
      Eu sempre digo que caminhar é um aprendizado. Aos poucos a gente vai apurando o olhar e aprendendo a observar o que se passa ao nosso redor.
      Experimente!

  20. Prezado Zé Walker, que delícia de texto.
    Como vc sabe, moramos em Brasília e pouco conhecemos BH. Mas ao te acompanhar nessas andanças vamos nos apaixonando por essa cidade tão interessante e cheia de História e estórias! 😍 O seu amor por ela é empolgante! Que bonito ver isso! Um grande abraço e vamos caminhando …. 🤩

    1. Muito obrigado, Arlete.
      Amo caminhar pelas ruas de BH e depois contar as histórias dessas caminhadas. E fico muito feliz por estar revelando a minha cidade aos que moram fora como você.
      Grande abraço!

  21. Bela caminhada à infância….. fico aguardando a continuação….
    Na verdade, caminhamos juntos…. O texto trouxe lembranças da minha infância tbm….
    Afinal, caminhamos juntos!

  22. Sensacionais as suas observações e a procura por fragmentos da infância. Essas suas recordações nos completam e nos trazem de volta as alegrias daquela época.
    Parabéns. Estaremos aguardando a continuação.

      1. Mais um texto gostoso de se ler. Estava com saudades. Espero que agora, passado os contratempos da mudança, tenha mais tempo para voltar a escrever em mais curto espaço de tempo. Fiquei com vontade de repetir a sua caminhada. Me lembro que já teve uma polêmica aí. O bairro era fechado por uma cancela. Já que está aberto, vou conhecer.

        1. Obrigado, Miranda.
          De fato, houve uma polêmica em relação à guarita com cancela, visto que não se trata de um condomínio fechado. A guarita continua lá, mas os seguranças não podem vedar a entrada de quem quer que seja, pois o Caçadores é um bairro como outro qualquer.
          Vale a pena conhecer.

  23. Sempre ótimos textos e ótimos passeios por BH. Felicidades no retorno da família ao Bairro Serra. Abraços

  24. Que legal pai, não sabia do nome composto do bairro, sempre nos referimos a ele somente como Mangabeiras, né?

    Adorei os relatos da infância e de saber o que se tinha por lá.

    Beijos

    1. Pois é, filho. Pouca gente sabe o nome do bairro. Por isso achei interessante contar a história.
      Que bom que você gostou dos meus relatos. Qualquer dia desses a gente volta lá pra conferir.
      Bjos!

    1. Obrigado digo eu, June.
      É sempre um prazer compartilhar as minhas caminhadas com os amigos.
      Abraço!

  25. É um privilégio poder voltar aos tempos de adolescência. O coração fica radiante. Partilhar com os amigos fica mais legal. Obrigada pela oportunidade de caminhar com você.

  26. Nunca ouvi falar desse bairro, bom que tenho alguém trazendo a informação, aí lembrei dos nossos cadastradores da SLU, caminhando pela cidade com esse objetivo. Grande abraço!

    1. De fato, o bairro não é muito conhecido. Fica encravado entre a avenida Bandeirantes e a Serra do Curral. Mas vale a pena conhecer!
      Grande abraço!

    1. Valeu, Leonardo.
      Que bom que através do artigo você passou a conhecer a história do Clube dos Caçadores. Muito interessante, né?

  27. Amigo José Walker, nobre cavaleiro andante. Estava com saudades de seus textos que nos remetem a lugares tão pertos, mas que não paramos para contemplá-los. De fato os bairros Serra e Mangabeiras são especiais para nós que nascemos ou fomos criados em Belo Horizonte. Da mesma forma o Clube dos Caçadores. Também fiquei surpreso com o Totem da praça. Aprendi mais uma coisa com você. Um abraço.

    1. Muito obrigado, Aguiar.
      Belo Horizonte é de fato uma cidade surpreendente. Prova disso são as novidades que sempre encontramos pelo caminho. Eu também nunca tinha reparado neste totem.
      Abraço!

  28. Admiro demais seu olhar atento e sensível para os detalhes da cidade. Recordar o passado é reviver momentos que são inesquecíveis para você. Fico feliz em saber que você continua compartilhando cenas que só você sabe captar. Um forte abraço

    1. Obrigado pelo carinho e atenção, Silvania. É muita gentileza de sua parte.
      Um forte abraço pra você também!

  29. Muito bom texto. Gostei muito. Frequento muito estes lugares, correndo, levando ou buscando a netinha na escola ou estacionando no Clube dos Caçadores para fazer musculação no Minas.
    Abraço

  30. Muito bom o texto, Zé Walker!
    Adoro a forma poética como você retrata as transformações da cidade. Ao mesmo tempo em que as casas viram prédios e os córregos são encobertos, os azulejos da escola permanecem ali cheios de memórias.
    Como lembra Ecléa Bosi, “os bairros têm não só uma fisionomia como uma biografia. O bairro tem sua infância, juventude, velhice.”

    Grande abraço!

    1. Valeu Mariana, muito obrigado.
      A Ecléa tem razão, as mudanças fazem parte da vida das cidades. O importante é mudar preservando o essencial.
      Grande abraço!

  31. Meu saudoso amigo. Que bom ver de volta os seus passeios. Também estive por aí nesses mesmos anos na rua Professor Estevão Pinto, onde morava um amigo meu de infância.
    Aguardo a continuação. Parabéns pela sua narrativa suave e agradável

    1. Muito obrigado, Sagih.
      Feliz em saber que você também viveu bons momentos aqui na Serra.
      Até a próxima!

  32. Caro Walker, muito incrível o texto.
    Seus escritos tornam Belo Horizonte um lugar ainda melhor.

  33. Meu cunhado Zé,
    Excelente reviver sua infância, privilégio.
    Se tenho lembranças boas TB são da minha, melhor fase.
    E expressar é uma questão de alma.
    Parabéns!
    Abs.

  34. Bom ler seus textos, porque nós remetem a recordações da infância/adolescência… No meu caso, recordações do Carlos Prates, lugar onde nasci e cresci. Ótimas lembranças… Valeu!!!

    1. Muito obrigado, Renato.
      As boas recordações são sempre bem-vindas. Não importa de onde sejam.

  35. Querido amigo Walker, sempre nos colocando a imaginar coisas com suas andanças. É sempre ótimo ler as redações que você publica, com detalhes que só mesmo um grande observador e por que não um poeta descreveria. Adoro receber suas revelações da nossa querida cidade. Um grande abraço meu amigo.

    1. Muito obrigado, amigo Bayão.
      Suas palavras são um grande incentivo. Sinto-me plenamente gratificado.
      Forte abraço!

  36. Belo texto.
    Essas redescobertas da cidade, com um olhar maduro, descansado e apreciativo, acabam ilustrando e descobrindo detalhes interessantes e despercebidos pela maioria das pessoas no corre-corre de todo dia.
    Obrigado José Walker, por compartilhar conosco esse ponto de vista diferente e agradável.

    1. Obrigado, Marcos.
      Você tem razão, não podemos deixar que o corre-corre diário nos tolde a visão. BH tem muitos segredos a revelar.

  37. Nobre amigo, excelente texto! Já fiz minha caminhada de hoje! ” % descalço ” kkķķ.
    Estive no Parque Municipal na semana passada. Está maravilhoso! BHte realmente, observada com atenção e sem pressa, tem tesouros expostos e pouco valorizados.
    Continue relatando suas “aventuras” para que nós leitores possamos continuar caminhando descalço!
    Forte abraço!

    1. Muito obrigado, amigo Eduardo Raso.
      BH merece todo nosso carinho e atenção. Continuemos juntos, pés no chão!
      Forte abraço!

  38. Volte no tempo com vc. E a saudade tb voltou . Foi mto bom . Sua caminhada me fez lembrar de momentos vividos num tempo que a memória quase apagou.🙏🙏😘😘😘

    1. Caro leitor(a),
      Que bom que você voltou no tempo e sentiu saudades ao ler o texto. Sinto-me gratificado!

  39. Boas e gratas recordações do velho e bucólico bairro Serra, que guardava as enormes chácaras de onde era possivel tirar boas, gostosas e diversificadas frutas, pois os donos não se incomodavam. Recordo que andávamos pelas paragens em que pisou, no morros ao sopé da belaserra do curral quando ainda eram inabitados, para colher frutas silvestres como o caju e a gabiroba. Bons tempos.

    1. Caro Murilo,
      Obrigado por compartilhar os bons momentos da sua infância vividos na Serra.
      Apareça por aqui. O bairro mudou, mas ainda é um bom lugar pra se morar e passear!
      Grande abraço!

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